segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

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Devaneios de um poeta

Em meus devaneios
Aos braços eu a tive em prantos
Pálida a face meio morta
Desolada em seu canto

Ó, como palpitava seu peito
Como era puro o seu olhar
Na fronte a juventude reluzia
Sua pele alva lembrava-me o luar

Nos olhos o fulgor da inocência
A flâmula ardente para o pecado
Queria tocar a virgem na face
Resvalando em seu corpo meu pranto chorado

Como era bela e fria,
De seu corpo exalava melancolia.
Em sua boca um sorriso tristonho
Como a morte sorriu para mim em um sonho

Em meus devaneios
A tive em prantos.
Reclinada sobre a cova
Como era bela e santa...
Hoje com a morte descansa

(Rafael Valnásio)

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